Saudades de quem vive
January 28, 2007
Tenho saudades de ti, a quem nunca vi, porra!
Não sei se a vida te corre de feição, se ainda conduzes a 200 km/h, se continuas o mesmo machista liberal brincalhão mister knows-it-all, …
Tenho saudades de embirrar contigo, de te espicaçar verbalmente, de ouvir os teus disparates, de te ler. E sabes bem que não sou a única.
Pronto, já sabes!
E sabes bem que estou aqui e conduzo sempre a abrir e que de ti, sim, de Ti, tenho… carinho.
LOBO!!!!
Não estava a falar de ti, seu ganda convencido, pah!!! LOL
Por muito gostar de alguém que nunca vi…
Partilho com ela um momento que nunca vivi, mas que um dia irei fotografar.
Um casal e um filho que encontrei, juntos numa harmonia que jamais sonhei. E tive dela inveja.
Os seus nomes decorei, Pseudo, Rapaz e Pai juntos senti neles que amei e doeu,
Ai!
E para sempre fiquei
A amiga linda como nunca vi,
um noite esquecido de mim,
Num livro belo que não li…
Perdido de Amor por uma mulher,
de seu nome não direi…
Pois não é de mim,
é recatada sem fim,
Aliás… Como sempre gostei.
E foi aí, que alguém lhe escreveu,
o que lhe passo a citar:
“Percorro o mundo inteiro,
de bússola e carta armado,
caprichosa onda é meu leme,
por cintilante estrela guiado.
Não passo de ledo timoneiro,
Sou pobre e reles marinheiro.
Marcho intrépido, o olhar distante,
Infeliz quem a espada desembainha,
Cavalgo brioso e possante corcel,
Meu orgulho é a ti servir,
Raínha minha de cordel.
Entre guerra e paz errante,
Sou garboso cavaleiro andante.
Deixei riqueza e fama lá longe,
tomei trapo e simples repasto,
entre quatro paredes orando,
A Deus… finalmentre…
Entreguei a alma
Tomei pena como profissão,
Da tinta verto a lágrima
Do verbo faço arma e
Da palavra teço esta razão.
E dedico estes versos à minha adorada
à Minha doce perdição
à querida Pseudo Safada…”
Ahem, ahem.
Bem, em abono da verdade, o que surge no comentário anterior entre aspas não é da autoria do Lobo, mas sim de um grande amigo que tanto ele como este seu criado partilhamos em comum. É em honra a esse amigo que me atrevo a escrever-lhe estas linhas, já que o Lobo não teve a coerência, ou porventura a lembrança de o afirmar com a absoluta franqueza e respeito que esse amigo, um amigo que melhor amizade do que aquela que o Lobo lhe devota, enfim, merece.
O nome de-Ele não o mencionarei, esperando que o episódio se apague da memória dos homens e da sua, bem como de todos os outros seres a quem estas palavras possam intrigar.
Sou um criado ao seu dispor, uma excelente semana para si.
PS- Descanse, Julgo que aquele a quem eventualmente se dirige e com o qual não tenho a honra de ser íntimo, terá igualmente saudades de “embirrar e espicaçar” consigo, ou pelo menos assim parece ao observador menos atento.
Mais um vez, ao seu serviço,
Luís.
Lindo este teu texto…
também tenho saudades de quem nunca vi…mas que em sonhos já amei
A quem se refere, pode-se saber??
Mas hás-de ver. Descansa. O que tu queres sei eu!