A primeira história
October 9, 2007
Hoje contaram-me uma história. Pela primeira vez. Não interessa que história me foi contada, mas sim como me foi contada. Não interessa quando ocorreu a história, mas sim quem a contou: teve “era uma vez…”, o meio, e o “vitória, vitória, acabou-se a história”, princípio, meio e fim. Teve entoação e gestos a acompanhar, e continha diálogo entre as personagens, que tinham nomes. E pediram-me para a escrever no papel, com letra de gente grande. E que a levasse para a escola para ser mostrada.
E eu sempre com um brilhozinho nos olhos…
Lembranças
December 25, 2006
Estou lentamente a recuperar certos hábitos natalícios de há uns anos atrás. Até já sei fazer bilharacos e rabanadas! Até já passamos horas eternas na cozinha a fazer daquelas coisas boas que, quando chega a hora, nunca se comem, por estarmos fartos de petiscar. É, é quase igual!
6 anos num ápice
November 25, 2006
Sábado à noite. A sua companhia habitual tinha-se ausentado. A solidão invadia o seu espaço, o físico e o interior. A televisão de pouco lhe valia, como já era habitual. Restava-lhe o computador, com acesso recente à Internet. A curiosidade de ver mais, ler mais, falar mais, querer saber mais, ter mais, conhecer mais, viajar mais, interagir mais – tudo isto nem sempre da melhor maneira – deu no que deu: horas perdidas que voaram sem que soubesse como, horas úteis que resultaram em alegrias e tristezas e ódios e monólogos e diálogos e fóruns e aquisições e paixões e trocas e audições e sessões e sei lá que mais.
Monólogo nocturno
November 23, 2006
“Mas que grande besta!”
Uma grande besta me saiste tu, que não sabes quem tens! Porque é que tens que proferir tais palavras tão frequentemente? Depois não te admires que sejam repetidas! E para que te irritas com ele? Tu é que ouviste mal! A culpa é toda tua! E depois vingas-te nele! Como se soubesse o que acabou de dizer! E imediatamente arrependes-te, porque sabes que foste injusta! Sua besta! Claro que a seguir há troca de mimos e palavras doces, mas o mal está feito. Pensa duas vezes antes de abrir a boca, besta!
Futurologia
November 12, 2006
E disse ao telefone, a um amigo: “Um dia passo-me novamente dos carretos e mudo-me!”.
Quando é que esse dia chega?
Artistas de circo
October 28, 2006
Tigres, cães, um hipopótamo, cabritinhas, vacas, póneis, um porco, serpentes, crocodilos e avestruzes…mas nem um macaco, nem um elefante, nem um leão. Que pobreza!
Ou eu é que já não ia ao circo há mais de 3 décadas!
Asas
July 12, 2006
Muitas vezes ocorrem-me pensamentos suicídas, ou melhor, não são suicídas, mas caso os pusesse em prática resultariam em suicídio.
Um desses recorrentes aparece quando estou numa das varandas do nosso 9ºandar e começo a olhar para os carros parados lá em baixo.
O que aconteceria – detalhadamente, caso eu decidisse “voar” por ali abaixo? Onde exactamente é que caíria? Em que posição é que me esborracharia? Quem primeiro notaria tal acontecimento? E se tivesse asas, quanto tempo aguentaria até me estatelar em cima do carro da vizinha do 5º andar? Qual a sensação de voar?
É por estas e por outras que tenho que perder o medo e um dia ir experimentar parapente para Linhares da Beira.
A culpa foi do Beto e da Edna
June 26, 2006
Se me dissessem que, de sábado para domingo, me deitaria perto das sete da manhã, eu reagiria:” Tu estás é tolo. E o puto?”.
Mas foi mesmo verdade: jantar agradável, seguido de uma visita ao “mundialódromo” local, ida a um dos bares da moda da terreola, figurinhas tristes a cantarem karaoke e vrummmmmmm p’rá discoteca mais próxima.
Chegar a casa da sogra e ouvir um raspanete desta – e com razão – é apenas um aparte sem importância. Há males que vêm por bem: se o míudo não tivesse tido cólicas durante a noite, e não estivesse acordado e arrebitadíssimo quando chegámos, nenhum dos 3 teria dormido até à hora de almoço.
Conclusão: já não tenho idade para estas coisas de adolescente, mas lá que me soube bem, soube!
Só chatices!
June 12, 2006
Experiência de turma: observar o desenvolvimento dum bicho-da-seda e sua transformação em borboleta.
Acto imperdoável: cortar a cabeça da borboleta.
Castigos: sermão e missa cantada, horas a fio sem um sorriso, algumas vontades negadas, pedido público de desculpas, possível substituição do casulo.
Servir-lhe-à de emenda? A ver vamos. Para já, nota-se que tem perfeita consicência de que agiu mal e sabe porque é que a mãe está extremamente zangada com ele.
Bichinho complicado à brava
May 12, 2006
Sou um exemplar perfeito de como as mulheres são temperamentais e de como tanto estão bem como estão mal, vá lá saber-se porque mudam de humor.
O que me chateia é uma simples brincadeira a três ser levada tão a sério que afecta a eventual amizade que possa existir. Quando o feitiço se vira contra a feiticeira, acabou-se a brincadeira.