Monthly Archives: July 2006

Puro exercício

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Está totalmente posta de lado a hipótese de aumentar a família nos próximos três anos, antes de mais por motivos profissionais.

Caso estas razões não fossem cabeça de lista, ‘bora lá analisar se haveria condições para que tal acontecesse dentro deste período temporal.

Antes de ser mamã, eu questionava-me muitas vezes para que é que iríamos criar e educar descendentes no mundo em que vivemos. Afinal de contas, não nadamos em dinheiro, apesar de não andarmos a contar tostões à medida que se aproxima o final do mês. Afinal de contas, os telejornais abrem diariamente as suas emissões com notícias de guerra, de desastres de viação, de tragédias das mais variadas espécies, de assassinatos, de violações dos direitos humanos, calamidades naturais, de histórias de pobreza, miséria e ignorância, de ataques ao meio ambiente, de desrespeito pelo vizinho e pela sua propriedade …acontecimentos e situações , macro-razões que, vistas bem as coisas, penso que não dão vontade a ninguém de perpetuar a sua espécie, a sua família, o seu nome.

Eu não sou masoquista e não gosto que o meu filho viva num mundo destes. Por isso, porquê sequer considerar a hipótese de uma segunda cria? Ou até mais, como era desejado há longos anos atrás?

É egoísmo, sim, como já sucintamente referi anteriormente. Mas é também parte da evolução natural da espécie. E se, apesar das condições adversas do meio que nos rodeia, há tantos milhões que sobrevivem e até vivem, porque é que eu e a cara-metade, perfeitamente saudáveis, não poderiamos contribuir com mais uma unidade? Afinal, no meio de tantos milhões, mais um, menos um, pouca diferença faria.

Errado!

Para mim, para o pai, para o irmão, um segundo descendente faria toda a diferença. Claro que a bolsa ficaria mais pequena, claro que os bens materiais teriam que ser divididos por mais um. Mas são pequenos detalhes. Porque amor, carinho e dedicação existiriam sempre. Tempo…esse, é que já não sei. Se apenas com um, por vezes, fazem-se maratonas diárias para lhe proporcionar o máximo de bem-estar, com dois seria mais complicadito.

Contudo, ponho-me a pensar em quem tem dois, três, quatro e até mais filhotes. Se eles conseguem, porque é que nós também não seríamos capazes de tal proeza? Nestas famílias numerosas, que por vezes eu invejo, tem que haver um grande apoio de todos os elementos, algo que neste momento falta à nossa, e não só por motivos geográficos.

Apetece-me sentir tudo outra vez.

Aqui está o tal egoísmo emocional a vir ao de cima

No entanto, a balança está desequilibrada com o prato racional a pender demasiado.

Daqui a três anos, pensa-se nisto outra vez, com 37 e 39 anos.

Trenguices

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Ocorrência: Reunião de grupo disciplinar

Assunto: Distribuição do serviço de correcção de exames escritos e constituição das equipas para a realização de exames orais.

Presentes: 9 mulheres e 1 homem

Ausentes: estagiários e alguns elementos que já fazem parte da mobília da casa

Coordenador da reunião: uma mulher

Resultado: Confusão generalizada porque esta não queria fazer parte do mesmo júri da outra; aquela não se dá com o temperamento da aqueloutra; …

ARRE! É certo e sabido: muita mulher junta só dá asneira!

Um serviço que quanto a mim deveria ser decidido pela Coordenadora de Departamento e apresentado ao grupo como facto é, nesta escola, na vã tentativa de agradar a gregas e a troianas, discutido com quem se digna aparecer. Parecem pitas!

A falar com os meus botões

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Apesar de não me ler aqui frequentemente, já estava um bocado saturada de ver tanto verde clássico e arabescos. Cansou-me. Assim, e à semelhança de alguém que eu cá sei, mas não digo quem, fiz uma ligeira alteração ao visual da palhota. Há que começar a arrumar a casa antes de ir de férias.

Começar por um blog é um bom ponto de partida, sim senhora!

Consequência imediata: links, categorias e o arquivo passaram lá bem para o fundo. Também não interessa muito, visto esta chafarrica ser praticamente invisível na blogosfera. Assim se mantenha por muitos posts!

Lamechices

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A maternidade e a puta da idade põem-me a chorar por tudo e por nada. Arre que irrita! Livros, filmes, reportagens, notícias…lá vêm as malditas lágrimas. Razão tinha a minha mãe quando dizia que eu as tinha no rés-do-chão.

A cebola tem o mesmo efeito.

Asas

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Muitas vezes ocorrem-me pensamentos suicídas, ou melhor, não são suicídas, mas caso os pusesse em prática resultariam em suicídio.

Um desses recorrentes  aparece quando estou numa das varandas do nosso 9ºandar e começo a olhar para os carros parados lá em baixo.

O que aconteceria – detalhadamente, caso eu decidisse “voar” por ali abaixo? Onde exactamente é que caíria? Em que posição é que me esborracharia? Quem primeiro notaria tal acontecimento? E se tivesse asas, quanto tempo aguentaria até me estatelar em cima do carro da vizinha do 5º andar? Qual a sensação de voar?

É por estas e por outras que tenho que perder o medo e um dia ir experimentar parapente para Linhares da Beira.