Monthly Archives: October 2006

Coisas de bruxas?

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Ele ainda mexe. Mas…  deve andar a mexer demais, como o mexilhão. Intrigante, no mínimo. 🙂

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Limpezas

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Dispensar alguém que trabalhou para a família durante 16 anos deixou-me um certo amargo de boca. Contudo, fiquei bastante mais aliviada por saber que não teria que suportar mais a presença de alguém lá em casa que fazia mal o pouco que ainda ia fazendo!

Tsk tsk

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Isto não interessa nem ao menino Jesus, é simplesmente um desabafo: há alguns homens que não sabem mesmo estar quietinhos e só fazem merda. Mas depois as mulheres é que são complicadas e umas eternas insatisfeitas. Arre!

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Era uma vez dois meninos muito amigos, o Zezinho e o Ricardinho. Andavam sempre juntos, nos intervalos da escola, ao final do dia antes de terem que se separar para ir cada um para sua casa, ao fim-de-semana e até durante alguns dias nas férias grandes de verão.

O Zezinho e o Ricardinho partilhavam o gosto pela leitura: trocavam revistas, livros juvenis, postais, catálogos das mais variadas áreas. E escreviam umas coisitas, também.

Ambos adoravam gastar dinheiro da sua mesada em caderninhos novos, com capas coloridas decoradas com desenhos de carros de corrida, computadores, super-heróis, bolas de futebol do benfica e do sporting e pranchas de surf da Billabong.

Era nestes caderninhos variados que o Zezinho e o Ricardinho jorravam as suas ideias mirabolantes, pouco conhecidas do resto do seu mundo. Eles não confiavam os seus dotes da escrita a  qualquer fedelho que aparentasse ser seu amigo. E quanto às raparigas…nem vê-las. Elas faziam parte de um mundo à parte do seu, nem elas se interessavam por eles, nem eles queriam saber das miúdas parvas que só queriam saber da última moda. Não, senhor! Os seus devaneios eram apenas para eles os dois.

O Zezinho era organizado, limpinho na escrita, raramente borratava as linhas onde debitava os pensamentos que lhe voavam na mente. Podia dizer-se que brincava com as palavras como se sempre o tivésse feito desde o dia que nasceu. E só mesmo quando chegava à última página do seu caderninho do momento é que comprava o seguinte, nunca fugindo à regra das capas coloridas com imagens “à homem”. Já o Ricardinho era algo atabalhoado: escrevia em vários caderninhos em simultâneo, por vezes misturando os diversos devaneios nos vários cadernos. Sendo bastante imprevisível, nem ele próprio sabia o que ía escrever ou qual dos caderninhos seria o escolhido do dia. Contudo, revelava sempre uma pontinha de génio e uma imaginação delirante.

O Zezinho e o Ricardinho eram os leitores um do outro. E o sonho de ambos era, um dia, quando crescessem, escrever algo em conjunto, que fosse valorizado por muitos e talvez até ser publicado e conhecido mundialmente. A sua forte amizade era conhecida de todos os habitantes daquela pequena aldeia, que nunca duvidaram que tal parceria desse os seus frutos e um dia viessem a ter naquela aldeia remota dois vencedores de um qualquer prémio literário. Os velhotes da tasca situada ao lado da igreja gostavam imenso de cavaquear com estes dois catraios. E estes, por sua vez, adoravam ouvir os mais velhos, com quem se riam, aprendiam coisas giras sobre os dias de “no meu tempo…” e em quem por vezes se inspiravam para eles próprios escrevinharem algo nos seus caderninhos. Eles sabiam que tinham um longo caminho a percorrer, como as suas mães faziam questão de lhes lembrar amiúde: “Têm que comer muita sopa, peixinho cozido e grelos antes de conseguirem escrever alguma coisa de jeito e fazerem-se uns homenzinhos!”

Um dia, o Zezinho e o Ricardinho decidiram fazer uma promessa. Juraram um ao outro que metade do seu primeiro ordenado ganho limpa e arduamente seria colocado debaixo dos colchões das suas camas e que 25% do ordenado dos 10 meses seguintes teria o mesmo destino. E para quê, perguntam vocês? Só assim, pensavam eles, seriam capazes de comprar um computador já com ligação ADSL à Internet, onde pudessem escrever, publicar e partilhar com o resto do mundo as suas pérolas da escrita, sem estarem sujeitos às restrições impostas por editores, a “falhas técnicas imprevistas” ou mesmo à falta de papel e tinta. Só assim podiam eles ver o seu sonho concretizado!

Vitória, vitória, acabou-se a história!